Espinha interna: o que é, por que dói e como cuidar da pele

A espinha interna é uma lesão inflamatória da acne que se desenvolve nas camadas mais profundas da pele , sem formar o ponto branco visível na superfície. Por isso, costuma aparecer como um caroço endurecido e dolorido, que corresponde ao que a dermatologia classifica como nódulo ou cisto e, em geral, demora mais para regredir do que uma espinha comum.

A acne é uma condição bastante frequente. Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia , ela foi o diagnóstico mais comum nos consultórios dermatológicos , representando 9,5% dos casos, com quase 80% dos atendimentos realizados na rede privada, especialmente entre jovens de 13 a 24 anos.

Neste artigo do blog da Preço Popular, você vai entender o que causa a espinha interna, por que espremer a lesão pode agravar a inflamação, quais cuidados ajudam na rotina de tratamento e quando é indicado procurar um médico dermatologista.

Índice

  1. O que causa a espinha interna?
  2. Espinha interna aparece só na adolescência?
  3. Onde a espinha interna costuma aparecer?
  4. Por que espremer a espinha interna piora o quadro?
  5. O que evitar quando a espinha interna aparece?
  6. Como cuidar da pele com espinha interna no dia a dia?
  7. Quando procurar um médico dermatologista?
  8. Como cuidar das marcas deixadas pela espinha interna?
  9. Os cuidados com a espinha interna você encontra na Farmácia Preço Popular
  10. Perguntas frequentes sobre espinha interna

O que causa a espinha interna?

A espinha interna pode surgir por diferentes fatores que favorecem a obstrução dos poros e o desenvolvimento de uma inflamação profunda na pele.

  • Excesso de oleosidade : favorece a obstrução do folículo pilossebáceo e o acúmulo de células mortas;
  • Alterações hormonais : comuns na adolescência, no ciclo menstrual e em outras fases da vida, estimulam a produção de sebo;
  • Estresse : o aumento do cortisol pode agravar a acne e favorecer o surgimento de novas lesões;
  • Uso de cosméticos comedogênicos : produtos com fórmulas oleosas podem obstruir os poros do rosto ;
  • Manipulação da pele : espremer ou pressionar a região intensifica a inflamação e aumenta o risco de cicatrizes;
  • Alimentação rica em açúcar e laticínios : alguns estudos associam o consumo excessivo desses alimentos ao agravamento da acne;
  • Uso de determinados medicamentos : corticoides, anabolizantes e alguns anticoncepcionais podem aumentar a oleosidade e favorecer o aparecimento das lesões.

Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, fatores como o estresse e as alterações hormonais estão entre os principais gatilhos para o agravamento da acne , o que explica por que a espinha interna costuma surgir de forma recorrente em algumas pessoas.

Quando as lesões são frequentes, persistentes ou deixam cicatrizes, a avaliação de um médico dermatologista é importante para identificar a causa predominante e indicar o tratamento mais adequado.

Espinha interna aparece só na adolescência?

Não . Embora seja mais comum na adolescência devido ao aumento da produção dos hormônios sexuais durante a puberdade, a espinha interna também pode surgir na vida adulta .

Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, essas alterações hormonais explicam a maior concentração de casos entre adolescentes. No entanto, a acne continua sendo frequente em adultos, especialmente em mulheres. O consenso de 2024, publicado nos Anais Brasileiros de Dermatologia , destaca que mais de 40% das mulheres apresentam acne após os 25 anos . Esse quadro, conhecido como acne feminina adulta (AFA), costuma estar associado a uma pele mais sensível, tanto pela presença da acne quanto pelas mudanças relacionadas ao envelhecimento cutâneo.

Onde a espinha interna costuma aparecer?

A espinha interna costuma aparecer nas regiões do corpo com maior concentração de glândulas sebáceas , onde há maior produção de oleosidade. As áreas mais afetadas são o rosto , principalmente o queixo, a mandíbula, a testa e o nariz, além do pescoço, do colo, das costas e dos ombros .

Nessas regiões, fatores como excesso de oleosidade, suor e atrito das roupas favorecem a obstrução dos poros e o desenvolvimento das lesões.

Observar em quais locais a espinha interna surge com mais frequência também pode ajudar a identificar possíveis gatilhos e fornecer informações importantes ao médico dermatologista durante a avaliação.

Por que espremer a espinha interna piora o quadro?

Espremer a espinha interna pode piorar o quadro porque aumenta a inflamação, favorece infecções e eleva o risco de marcas e cicatrizes na pele . Isso acontece porque esse tipo de lesão se forma nas camadas mais profundas da pele e não possui um ponto de saída na superfície.

Ao pressionar a região, o conteúdo inflamatório pode ser empurrado para áreas ainda mais profundas , ampliando a lesão e aumentando a chance de sequelas, como cicatrizes e alterações na coloração da pele. Por isso, a Sociedade Brasileira de Dermatologia orienta que pessoas com acne evitem manipular as lesões.

Procedimentos como extração de comedões e drenagem de nódulos podem fazer parte do tratamento, mas devem ser realizados em consultório por um médico dermatologista, pois não há uma alternativa caseira segura para substituir esses cuidados.

O que evitar quando a espinha interna aparece?

Quando a espinha interna aparece, é importante evitar hábitos que podem aumentar a inflamação, irritar a pele ou atrasar a recuperação da lesão.

  • Limpeza excessiva da pele : lavar o rosto muitas vezes ou usar produtos agressivos pode causar irritação e piorar as lesões. A higienização com água micelar ou produtos suaves costuma ser suficiente para remover resíduos sem sensibilizar a pele;
  • Produtos caseiros ou de origem desconhecida : essas alternativas podem irritar a região e não possuem comprovação de segurança ou eficácia para o tratamento da acne;
  • Promessas de solução imediata : tratamentos que prometem eliminar a espinha rapidamente devem ser vistos com cautela, já que a acne exige cuidados contínuos e individualizados.

A busca por novas formas de tratamento continua em estudo. Uma revisão sobre novos tratamentos para acne , publicada nos Anais Brasileiros de Dermatologia em 2026, avalia estratégias relacionadas ao microbioma da pele , mas essas alternativas ainda estão em fase de investigação científica.

Como cuidar da pele com espinha interna no dia a dia?

Os cuidados diários ajudam a controlar a oleosidade, reduzir a obstrução dos poros e manter a pele mais equilibrada , mas não substituem o tratamento indicado por um dermatologista quando necessário.

A rotina deve priorizar produtos adequados para pele acneica e evitar hábitos que podem agravar a inflamação. Entre os principais cuidados estão:

  • Fazer uma higiene suave duas vezes ao dia : use produtos indicados para pele acneica e evite esfregar a região inflamada, pois o atrito pode aumentar a irritação;
  • Escolher cosméticos não comedogênicos : fórmulas com menor potencial de obstruir os poros ajudam a evitar o surgimento de novas lesões;
  • Usar protetor solar para pele oleosa diariamente : a fotoproteção adequada ajuda a reduzir o risco de manchas após processos inflamatórios da pele;
  • Evitar tocar ou pressionar a região : as mãos podem transferir oleosidade e, ao manipular a lesão, aumentar a inflamação.

Na rotina de skincare , a constância costuma ser mais importante do que o excesso de produtos. Uma rotina simples, adequada ao tipo de pele e mantida ao longo do tempo, tende a ser mais eficaz do que trocar produtos com frequência.

Quando procurar um médico dermatologista?

A espinha interna deve ser avaliada por um dermatologista quando causa muita dor, fica endurecida, aparece com frequência no mesmo local ou deixa marcas na pele . Como o tratamento depende do grau da acne e das características de cada pessoa, a avaliação profissional é fundamental para definir a conduta mais adequada.

Entre as opções utilizadas no tratamento da acne estão medicamentos de uso tópico e oral , incluindo a isotretinoína em casos graves ou que não respondem a outras abordagens.

Por ser um medicamento de prescrição e controle especial, seu uso exige acompanhamento médico, seguindo as orientações dos órgãos regulatórios.

A acne possui tratamento, mas a melhora pode levar tempo e exige continuidade dos cuidados. Durante o acompanhamento, o dermatologista também pode ajustar a rotina para reduzir efeitos como irritação e ressecamento, que podem dificultar a adesão ao tratamento.

Como cuidar das marcas deixadas pela espinha interna?

As marcas deixadas pela espinha interna devem ser avaliadas por um médico dermatologista , que pode indicar os cuidados mais adequados conforme o tipo de marca, a profundidade da lesão e as características da pele. Entre as opções de tratamento estão procedimentos dermatológicos, como peelings, lasers, dermoabrasão, subcisão e preenchimentos cutâneos , sempre definidos de forma individualizada.

Essas marcas podem surgir após a melhora da inflamação e fazem parte da evolução da acne, especialmente quando as lesões são mais profundas. O aparecimento delas não significa falta de cuidados com a pele, já que fatores como histórico familiar, intensidade da acne, tempo sem tratamento e manipulação das lesões podem influenciar o desenvolvimento de cicatrizes atróficas .

Os cuidados com a espinha interna você encontra na Farmácia Preço Popular

Cuidar da espinha interna faz parte de uma rotina contínua de atenção à pele, que envolve produtos adequados ao tipo de pele e orientação profissional em casos persistentes. Para episódios recorrentes, doloridos ou com marcas, a avaliação com um médico dermatologista é essencial para definir os cuidados mais adequados ao quadro.

Depois da orientação profissional, você pode contar com a Farmácia Preço Popular para complementar a rotina de cuidados com a pele. A linha de dermocosméticos reúne sabonetes faciais, hidratantes, protetores solares e outros produtos para diferentes tipos de pele , com atendimento próximo e valores que se ajustam à rotina de quem convive com a espinha interna no dia a dia.

Perguntas frequentes sobre espinha interna

Pode espremer a espinha interna?

Não . A Sociedade Brasileira de Dermatologia orienta que as lesões de acne não sejam manipuladas em nenhuma hipótese, porque espremer pode causar infecção, inflamação e cicatriz. Sem ponto de saída, a pressão aprofunda a inflamação.

Quanto tempo demora para a espinha interna sumir?

Depende . Não existe prazo único: o tempo de regressão varia conforme o grau da acne e o tratamento adotado. Quando o caroço persiste ou volta sempre no mesmo lugar, procurar um médico dermatologista é o caminho mais seguro.

Espinha interna no nariz ou no ouvido é mais perigosa?

Não necessariamente . O mecanismo é o mesmo em qualquer região com glândulas sebáceas. O que eleva o risco, em qualquer parte do corpo, é manipular a lesão, conduta desaconselhada pela Sociedade Brasileira de Dermatologia pela chance de infecção.

A espinha interna pode deixar cicatriz?

Pode . Os cistos são lesões maiores e muito dolorosas que podem deixar cicatrizes, conforme a Sociedade Brasileira de Dermatologia. O consenso publicado nos Anais Brasileiros de Dermatologia inclui cicatrizes e discromia entre as sequelas possíveis.

Espinha interna é a mesma coisa que acne cística?

Não exatamente . Espinha interna é o nome popular da lesão profunda. Quando o quadro reúne vários nódulos e cistos, a dermatologia usa o termo acne nódulo-cística, que costuma exigir acompanhamento médico.

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